FONTE INTERIOR

 em auto-conhecimento, Centelha Divina

NICANOR /América Paoliello Marques

 

Quando vos sentirdes como no deserto árido da incom­preensão humana, caminhai mais um pouco e, com atenção, buscai sentir onde cavar o poço de uma pesquisa profunda de recursos interiores, que adormecem em todos os espíritos.

Infelizmente, a maioria das criaturas, em tais circunstâncias, busca no exterior o auxílio, talvez por uma fuga instintiva à voz da consciência que sabe o que é mais conveniente.

Num impulso de distanciar-se da “fonte” interior que traz à tona a água pura do entendimento claro em relação às provações necessárias, fogem para intérminas pesquisas externas de uma felicidade cujo preço justo é a autorrecuperação para os princípios do Amor espiritual puro. Porque ele representa disciplina e dedicação incondicionais ao Bem, gera-se o cír­culo vicioso de quem prefere seguir as miragens que surgem à superfície do deserto da provação, a deter-se para sondar o veio d’água que lhe está sob os pés.

Irmãos, penetrai sem temor os subterrâneos de vossa alma. Se lá encontrardes os monstros dos conflitos, ficai certos de que, de nenhum modo, estareis privados do “veio d’água” representado pela consciência espiritual que revela em cada ser a Força geradora de todo o Bem.

Encontrada a Fonte, estará garantido o  suprimento para vós e para quem de vós se acercar.

 

 

Fonte : A ROSA E O ESPINHO, Parte I, Capítulo II –“Conflitos”. (RJ, 1974)

 

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