A ARTE DE AMAR

 em Amor, auto-conhecimento, evolução espiritual

   RAMA-SCHAIN /América Paoliello Marques

Existe no Universo uma coordenação de forças básicas que orientam o mecanismo de seu funcionamento. É um deslumbramento a harmonia que vibra em toda a Criação!

Podemos classificar essas forças como energias de coesão, que mantêm imantados entre si os elementos formadores do grande conjunto universal.

Nenhuma vibração negativa, nenhum  impulso  contrário  pode  neutralizar  os efeitos desse equilíbrio de sustentação. Mesmo os fenômenos que parecem contrariá-la estão incluídos no mecanismo de compensação, característico do processo evolutivo estabelecido como a “Lei”.

Oscilações estão previstas dentro da Lei, que é o elemento vinculador de toda a Criação. Ela estabelece o provimento e a sustentação da Harmonia. É, pois, o manto da Misericórdia e do Amor que provê às necessidades universais. Ou seja: “cobre a multidão de nossos pecados ou imperfeições”, como disse Pedro, o Apóstolo. É  a Lei do Amor.

No esforço evolutivo não há erro ou engano que não seja desfeito através da fidelidade ao ideal de aprimoramento. Exatamente como não há cansaço ou constrangimento que não se desfaça, quando o ser despendeu toda a sua energia no ato de colocar-se num degrau acima. Pois a própria satisfação da conquista encarregar-se-á de recompor a harmonia.

Portanto, a alma que se eleva alcança a renovação de energias. Porém isso só pode ser comprovado através da experiência própria.

Eis o motivo pelo qual se diz que “muito será pedido a quem muito recebeu”. Pois o encorajamento se renova à proporção que a realidade do amparo divino se evidencia em nós, como resultado de nosso esforço consciente.

Admiram-se muitas criaturas de que os “pecadores” sejam auxiliados. Isso, além de demonstrar uma visão acanhada, revela a ignorância dos detalhes da aplicação da “Lei”.

Quando uma alma consegue absorver o amparo que lhe é proporcionado, abre campo à realização  verdadeira. Portanto,  caminha  para  o reajustamento de suas atitudes. Não é mais “ativamente” pecadora, e só isso importa para que se integre na corrente de harmonia.

Por conseguinte, podemos admitir plenamente a possibilidade de estarmos a um tempo “certos” e “errados”. Isto é, “certos” em nossa pureza de intenções e atividades dela consequentes. E “errados” em nossa incapacidade de realizar como desejaríamos.

Essa duplicidade será para nós uma contingência necessária, à proporção que nossa visão espiritual
se ampliar e iniciarmos novos ajustamentos à Lei.

Não podemos impedir essa oscilação. Devemos encará-la como um processo científico de progresso.

Irmãos, nós vos amamos profundamente. Nisso não vai uma generosidade de nossa parte para com vossos espíritos que tantas vezes se classificam de “culpados”! Cumprimos com felicidade uma determinação sadia da Lei que impulsiona nossa atenção para o Alto, onde vossos espíritos têm seus lugares reservados.

Assim, nós já vos vemos radiosos de luz, quando ainda mourejais na falta de benevolência para com vossos próprios espíritos.

O pior de todos os “pecados” é descrermos de nós. Pois revela desamor para com um ser da criação cujo destino nos está entregue, contrariando os desígnios do ETERNO, que nos criou para a melhor de todas as realizações: a aprendizagem da “Arte de Amar”. Essa aprendizagem começa com a aceitação de SUA benevolência para conosco, integrando-nos no direito de nos perdoarmos a nós mesmos como ELE nos perdoa.

 

Fonte: TRANSMUTAÇÃO DE SENTIMENTOS , 2018.

 

 

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