EVOLUÇÃO

 em evolução

 

América Paoliello Marques, Mensagens do Grande Coração

(Parte 3, Capítulo 14)  – Pelo Espírito DAMÁZIO

Nome usado por RAMA-SCHAIN na sua última encarnação,no Brasil, na década de 1920

 

No caminho evolutivo, a alma submete-se sucessiva­mente a três fases de aprendizado:

1 controle das reações externas diante das situações;

2 domínio mental;

3  domínio emocional.

 

CONTROLE DAS REAÇÕES EXTERNAS

Através dos milênios, vínhamos habituados a agir cega­mente. No momento em que tomamos conhecimento do Evangelho e dele nos enamoramos, sentimos a necessida­de de controlar nossas reações diante do meio. Sucede como se todo o nosso ser recebesse uma ordem de alerta e passamos a viver conscientemente, sentindo a realidade de nossas falhas e das deficiências dos semelhantes.

Come­çamos a refrear nossos impulsos, embora sem sabermos dominar adequadamente as situações. Com o senso de res­ponsabilidade desperto pelos esclarecimentos cristãos, num esforço hercúleo de autodisciplina, colocamo-nos na posi­ção de “homens de boa-vontade” lutando com imensas difi­culdades interiores.

Compreendemos, inclusive, que nossa boa conduta é insatisfatória porque fruto de um esforço consciente e não reflexo de uma alma esclarecida e justa. Resta-nos, entretanto, o consolo de sabermos que não cometeremos voluntariamente novos erros conscientes.

Com o tempo, porém, sentimos que não poderemos ser úteis aos nossos objetivos se permanecermos simples­mente como sentinelas cuidadosas do nosso “eu” e decidi­mos que, em virtude de já cultivarmos o Bem há algum tempo, estaremos aptos a exercer maior atividade benfeito­ra, expandindo as noções de amor evangélico.

Procuramos agir como os cristãos primitivos que, após a resistência heróica ao mal em suas catacumbas, eram levados, à luz do dia, a combater as feras da incompreensão.

DOMÍNIO MENTAL

Através de uma nova fase de esforços atingimos o domínio mental das situações e, discernindo erros e acertos à luz do Evangelho, procuramos colocar-nos valorosamente na posição de ser­vos ativos do Bem.

O pensamento elevado é como uma claridade a abrir os caminhos, e saindo do abrigo em que nos ocultávamos receosos, decidimos fazer nossa caminhada à plena luz do dia, colocando a alma a descoberto, a enfrentar os ventos contrários e antifraternos.

Como é deslumbrante a luminosidade do dia após a noite das catacumbas! Entretanto, estaria nossa alma sufi­cientemente valorosa para sustentar-se sem quedas ao ouvir os apelos horripilantes do circo e de suas feras?

A visão do luxo e do prazer em contraste com o testemunho do sacrifício por uma fidelidade ao Bem considerada absur­da, o convite à apostasia em troca das facilidades de uma vida pretensamente vitoriosa, seriam por nós enfrentados com a devida coragem?

Eis o teste final! Longe da arena, no isolamento da prece e da meditação, quando o calor dos valores humanos não nos tinham ainda envolvido com seus apelos ardentes, nossa mente nos mantinha no caminho. Era possível então conservar o domínio do ser, pois o pro­blema emocional nos era facilitado pelo recolhimento às vibrações restritas de nossa catacumba interior, repleta de sons audíveis somente à alma em prece.

Mas o Senhor nos abre os caminhos e nós aceitamos a prova decisiva. Surge a fase final do testemunho. As feras incontroláveis dos instintos são chamadas à arena em nosso panorama interior e eis que é exigida de nós a atitude de serenidade de uma fé inabalável.

Senhores do controle das reações externas, do domínio mental das situações, através de uma aplicação incansável ao estudo das diretrizes nor-teadoras da vida, resta-nos a parte decisiva: incorporar-nos ao panorama da existência, no contato permanente com o erro que nos sitia e sair dele incólumes na fé que abraça­mos.

 DOMÍNIO EMOCIONAL

Eis que nessa fase decide-se o aproveitamento final, como o exame definitivo em que o discípulo enfrenta só o mestre. Nessa situação, o único recurso é pôr todo o ser à prova, dando de si o melhor, esquecido de tudo o mais à volta.

O domínio emocional, a prova decisiva, será vencida quando conseguirmos calar aos ouvidos da alma todos os ecos exteriores. Então, embora em plena arena de lutas, sentiremos o chamado interior da paz com o Mestre dos mestres.

Toda a nossa sensibilidade estará n’Ele que jamais nos decepcionará. Feridos, humilhados, derrotados aparen­temente, nenhum desses choques conseguirá prostrar-nos a alma, pois só refletiremos o que nos vem d’Ele — a paz, recompensa do amor com que nos dedicamos à Verdade pregada pelo Seu exemplo divino.

Seja este o vosso galardão espiritual.

 

 

 

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